sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sol da justiça, luz do amor...

Olhar uma paisagem viva ou morta, sã ou mórbida...
Presenciar a entrega de um presente, ou um assassino em ação...
Ouvir uma bela música ou o mais horripilante grito de dor...
Se é possível discernir entre o certo e o errado, o bom do ruim e o bem do mal, é ao Sol da justiça quem devemos graças. Agora tudo é possível porque uma luz nos dá visão e um tribunal está posto.
Uma árvore cujo fruto é o conhecimento foi plantada, e os seus frutos estão disponíveis, então o seu sabor permite-nos conhecer o amargo do doce.
Nasce a conciência. Estamos perdidos ou agora verdadeiramente nos encontramos?
Como saber o que é certo se um bem para nós às vezes faz mal a outros? Surge então, a lei.
Isso pode, isso não pode, embora tenhamos livre arbítrio. Livre arbítrio? Quem pode explicá-lo?
Bom a lei é boa, ela diz: ame. Mas como saber o que é amor? O amor é um sentimento feito pra gerar paz. Atitudes que trazem paz. Quem disse isso? O grande rei.
Ó paz, tú nos trazes os mais profundos sentimentos de vida, onde estás?
-Bem aqui, diz-nos ela, no trono do Grande Rei. Rei cujo poder é indescritível, indizível, inexplicável. Juízo e justiça são a base do seu trono.
Está tudo aí. Tudo tão perfeito. A criatura, a lei, e o sentido de viver... o sentido de tudo.
Um beijo na face ou um copo com veneno? AquEle que beija é aquEle que fez a lei. Porque não ser súdito de um Rei que ama? Porque nos governar se alguém que é soberano por excelência se dispôs a isso?
Podemos agora levantar as mãos cansadas e dizer: existe beleza, graças ao Sol da justiça.
Podemos conscientemente dizer: existe vida em paz, graças a luz do amor.
Eles, o Sol, o Grande Rei e o amor, são um. Distintos em funções, mas, um. O grande Rei governa, o Sol da justiça retribui as ações e a luz do amor nos mostra o caminho... Quando tudo isso for fácil de se entender então, saberemos quem somos, e se escolhermos bem... quem seremos.

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