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sábado, 14 de agosto de 2010

? a.C hoje d.C

? a. C

Dói o meu coração anestesiado pela inércia
Pesa a minha carne jazendo sobre a cama
Grita a minha alma em silêncio
Pesadelos me transportam à porta da loucura

Choro no escuro para não ser visto
Prefiro a gélida companhia da solidão
Meu medo é um futuro no mesmo presente
A voz que mais me atormenta diz: “coragem”

Meu pensamento é levado à uma dimensão estranha, confusa
Lembranças dum inverno passado no deserto sem pão e sem água
A cada inspiração sinto dentro de mim, fogo
E quando volto à realidade não me encontro

Quanto mais vivo mais eu quero morrer
Quanto mais morro continuo a viver
Sinto um aguçado odor de enxofre nas flores
Flores que prenunciam meu velório

Nesse dia eterno nunca pedi por jóias ...
Nessa estação não acumulei riquezas ...

Naquele momento não dei vazão à fama ...

Busquei com muita força, o que nunca pensei ser importante
Três letras tiveram um profundo significado
E duas letras me levavam à minha busca

Paz... Fé...
(Vagner em depressão)

Hoje d.C

Estico os meus braços para alcançar o sol
Sem sucesso ... porém não me frustro
Sinto que o alfabeto está incompleto
Pois não há palavras para descrever o infinito ...
Então me expresso pela natureza infinda
Porque assim como não há como tocar o sol tão próximo de mim
Não encontro palavras para descrever o que pela fé recebi
Fé que me faz tocar o céu, tão distante do sol

Porque não ter fé se ela me traz o que busco, paz completa?

A incredulidade me trouxe queda, terror, angustia ...
A fé me trouxe paz indizível ...
A incredulidade me trouxe dor, loucura, cegueira ...
A fé me trouxe pra perto o príncipe da paz ...
A incredulidade me levou ao inferno
A fé me levou ao Deus de paz

Por um momento tive inveja da águia voando imponente
No momento seguinte, vi uma criança nascer
Deus mandou um anjo para guarda-la
Então a águia teve inveja

A expressão máxima de vida está em algo tão esquecido

A fé nos leva ao criador, o criador da vida nos conduz em vida

Entendi que dias bons nos faz esquecer da escência
E nos torna egoísta
Compreendi que meus maus dias
fez-me aspirar pelo que realmente importa ...
Deus ... (Vagner)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Meu nome é...

Meu é o céu... minha é a terra... e tudo que nela existe

... fazia muito calor agora, mas não foi assim no começo. No começo do dia estava frio e garoando. O sol estava detrás das nuvens... não havia possibilidade de ser um dia calorento. Mas nem tudo é o que pareçe.
Estava numa entrevista quando me perguntaram, você não está com calor? Estava com uma blusa de lã e todos os ventiladores e ar condicinados ligados, mas havia um motivo pra isso. A manhã estava fria e eu, no meu pensamento, julguei ser impossível o sol sair do seu esconderijo. Porém agora já era tarde e o sol estava generoso, até demais.
A algum tempo venho pensando como coisas improváveis, não são, só porque é improvável, impossíveis de se acontecer.
Naquela sexta-feira... havia um morto. Não qualquer morto mas um morto especial. Ele fazia coisas boas e dígnas de serem contadas. Era meio improvável, que ele estaria de pé novamente. Seu corpo ficou ainda mais dois dias no túmulo e num dado momento ele já não mais estava lá.
Uma coisa é certa, aprendemos que não é só porque a evidência de nuvens apontam um dia frio, que isso venha acontecer, e a morte de alguém especial não pode significar, perda total de esperança. Pois assim como num dia uma lagarta pode se perder em sua atmosfera terrestre, ela pode um dia sair de casa e se perder no infinito do céu, provando que nem mesmo as evidências são absolutas. Metamorfose não é lenda.
Quem disse isso? Bem, não com essas palavras, mas o autor disso tudo só pode ser o mesmo que fez todas as coisas.

terça-feira, 9 de março de 2010

Um ponto de vista considerável

Alguns vivem para tornar viva a sua carne, outros vivem para tornar viva a sua alma, outros ainda, vivem para os outros, o que acho tão nobre, pois se viver para mim serei apenas eu, mas se ajudar outros a viver então seremos plenamente vivos...
Alguém pode respirar e não estar vivo...
Alguns não são possíveis de se achar os corpos, porém suas histórias são como o pulsar de um coração...
Vidas que não matam vidas... mas vidas que matavam pesonalidades cruéis.
Um ato de bondade em troca de um açoite.
Uma prova de fidelidade em troca de um beijo traiçoeiro.
Um ato de generosidade retribuído por uma cruz.
Todo ato de misericórdia irá dar uma chance a quem não soube viver mas desejou uma segunda oportunidade.
Mas até quando as palmas serão dadas a quem zomba do bem?
Viver é isso?
Viver é realizar sonhos. Quem não possui sonhos está morto. Mas o que mata uma pessoa?
São armas nucleares?
O que mata uma pessoa não são o passar dos dias, mas ver sua esperança ser dicipada por leigos do viver, cuja face demonstram estar vivos mas já não possuem esperança nem permitem que outros a encontrem.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vós sois a luz do mundo

Iluminar a mente.
Iluminar a consciência.
Iluminar o coração.
Na verdade a luz do mundo é a luz do sistema do mundo.
Luz na lei. Não podemos dar o veredito final mas podemos ter a paz de consciência de que, se houver injustiça não foi por nossa culpa,entao estaremos livre de grande peso.

Sol da justiça, luz do amor...

Olhar uma paisagem viva ou morta, sã ou mórbida...
Presenciar a entrega de um presente, ou um assassino em ação...
Ouvir uma bela música ou o mais horripilante grito de dor...
Se é possível discernir entre o certo e o errado, o bom do ruim e o bem do mal, é ao Sol da justiça quem devemos graças. Agora tudo é possível porque uma luz nos dá visão e um tribunal está posto.
Uma árvore cujo fruto é o conhecimento foi plantada, e os seus frutos estão disponíveis, então o seu sabor permite-nos conhecer o amargo do doce.
Nasce a conciência. Estamos perdidos ou agora verdadeiramente nos encontramos?
Como saber o que é certo se um bem para nós às vezes faz mal a outros? Surge então, a lei.
Isso pode, isso não pode, embora tenhamos livre arbítrio. Livre arbítrio? Quem pode explicá-lo?
Bom a lei é boa, ela diz: ame. Mas como saber o que é amor? O amor é um sentimento feito pra gerar paz. Atitudes que trazem paz. Quem disse isso? O grande rei.
Ó paz, tú nos trazes os mais profundos sentimentos de vida, onde estás?
-Bem aqui, diz-nos ela, no trono do Grande Rei. Rei cujo poder é indescritível, indizível, inexplicável. Juízo e justiça são a base do seu trono.
Está tudo aí. Tudo tão perfeito. A criatura, a lei, e o sentido de viver... o sentido de tudo.
Um beijo na face ou um copo com veneno? AquEle que beija é aquEle que fez a lei. Porque não ser súdito de um Rei que ama? Porque nos governar se alguém que é soberano por excelência se dispôs a isso?
Podemos agora levantar as mãos cansadas e dizer: existe beleza, graças ao Sol da justiça.
Podemos conscientemente dizer: existe vida em paz, graças a luz do amor.
Eles, o Sol, o Grande Rei e o amor, são um. Distintos em funções, mas, um. O grande Rei governa, o Sol da justiça retribui as ações e a luz do amor nos mostra o caminho... Quando tudo isso for fácil de se entender então, saberemos quem somos, e se escolhermos bem... quem seremos.